quarta-feira, 4 de abril de 2012

POPULAÇÃO URBANA

Registros mais precisos sobre o tamanho da população brasileira vêm sendo feitos desde a realização do primeiro recenseamento, em 1872. No período de 1872-2000, a população aumentou cerca de 10 vezes. Acompanhe este aumento no gráfico abaixo: ele apresenta os totais da população residente apurados desde o primeiro recenseamento até à última contagem da população total do país.
Atualmente o Brasil aparece como o quinto país mais populoso do mundo, ficando atrás da China, Índia, Estados Unidos e Indonésia.
As densidades demográficas das cinco Grandes Regiões são bastante heterogêneas. Confira no gráfico: em 2000, a região Norte era a menos densa, com 3,4 hab/km2; a região Sudeste continuava sendo a mais densa, com 78,2 hab/km2.
A velocidade do crescimento da população começou a diminuir na década de 60 Confira no gráfico abaixo as taxas de crescimento da população do período 1872-2000 . Observe que a partir da década de 60 a velocidade do crescimento populacional começou a cair, mantendo a queda nos anos seguintes até chegar à taxa mais baixa na década de 90, conforme observado nos resultados do Censo 2000.
A população brasileira é eminentemente urbana O Brasil chegou ao final do século XX como um país urbano: em 2000 a população urbana ultrapassou 2/3 da população total, e atingiu a marca dos 138 milhões de pessoas. Este é o resultado de um processo iniciado na década de 50 na região Sudeste. A partir de então, este contraste se acentuou e se generalizou pelas cinco grandes regiões do país. Observe no gráfico abaixo.
O gráfico seguinte revela que a Região Sudeste, em 2000, ainda se mantinha na liderança do processo de urbanização.
No Brasil há mais mulheres do que homens e a proporção de jovens na população total vem diminuindo desde a década de 80. Composição da população por sexo Em 2000 manteve-se a tendência histórica de predominância feminina na população total: para cada 100 mulheres havia 96,93 homens, ou seja, havia um excedente de 2 647 140 mulheres em relação ao número total de homens. Embora nasçam mais homens do que mulheres, morrem menos mulheres do que homens: a porcentagem de homens que morrem entre os 10 e 50 anos é maior do que a de mulheres, sendo esta diferença (sobremortalidade masculina) devida às mortes por causas violentas, principalmente entre os mais jovens. Contudo, cenários opostos podem ser observados quando são comparados o Brasil urbano e rural. Nas áreas urbanas, para cada 100 mulheres registrou-se um número médio de 94,19 homens, mas nas áreas rurais, a relação é inversa, para cada 109,22 homens foram registradas 100 mulheres. Veja na tabela a seguir: Razão entre o número de mulheres e o de homens na população total - Brasil 1980/2000 Total Urbana Rural 1980 1991 2000 1980 1991 2000 1980 1991 2000 98,74 97,5 96,93 95,19 94,26 94,19 106,56 108,3 109,22 Composição da população por idade Até o início dos anos 80, a estrutura etária da população brasileira, revelada pelos Censos Demográficos, vinha mostrando traços bem marcados de uma população predominantemente jovem. A generalização das práticas anticonceptivas durante os anos 80 resultou no declínio da natalidade, o que se refletiu no estreitamento da base da pirâmide etária e na redução do contingente de jovens: compare na pirâmide abaixo, os dados para 1980, 1991 e 2000.
No Brasil de 2000 menos pessoas se declararam de cor parda. Comparados aos resultados do Censo de 1991, os resultados do Censo 2000 registraram a redução da parcela da população que se declarou parda e um pequeno aumento da população que se declarou branca ou negra Veja o gráfico abaixo:
Composição da População por Raça 1991 2000 Total 146 815 796 Total 169 872 856 Branca 75 704 927 Branca 91 298 042 Parda 62 316 064 Parda 65 318 092 Preta 7 335 136 Preta 10 554 336 Amarela 630 656 Amarela 761 583 Indígena 294 135 Indígena 734 127 Sem declaração 534 878 Sem declaração 1 206 675 O último Censo Demográfico registrou menos católicos e mais evangélicos. Confira no gráfico: o número de pessoas que se declarou evangélica e sem religião aumentou em relação a 1991.

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